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O filme do U2 em três dimensões chega finalmente ao Brasil em 29 de agosto, mas apenas em sete salas. No Rio será no Cinemark do Downtown na Barra, onde assisti na quinta de manhã, no UCI do Norte Shopping e no UCI do New York City Center. É uma experiência de tirar o fôlego em termos de imagem e só não foi em termos de som porque tinha uma caixa do lado esquerdo totalmente bichada. Como o principal atrativo no caso era a imagem passou. O som é igual ao do show, só falta mais volume, mas a clareza do 5.1 é excepcional e a mixagem joga os instrumentos para os diversos lados da sala conforme os músicos se movimentam.
Vi os dois shows dessa turnê “Vertigo” em São Paulo e vê-lo na tela com altura-largura-profundidade é uma experiência superior a ver ao vivo. As 18 câmeras de 3D utilizadas pelos diretores Catherine Owens e Mark Pellington nos levam para dentro do estádio e do palco com uma clareza de detalhes que não se tem no local e muito menos com o filme em duas dimensões. No começo quando a grua vem de trás rumo à bateria de Larry Mullen Jr. tem-se a sensação de que a bateria está na nossa frente. A banda entra, estamos no palco, Bono conta “uno, dos três, catorze” para desencadear ”Vertigo” e a sensação é de estar a um metro dele. Em muitos momentos sua imagem é destacada bem na frente e bem grande, quando ele estende a mão tem-se a sensação de que se pode estender a nossa e cumprimentá-lo.
Quando as câmeras acompanham os músicos pela passarela vemos a platéia com grande detalhamento, as expressões de encantamento pela proximidade dos ídolos. Há tomadas feitas do meio da platéia em que as pessoas levantam os braços na nossa frente, teve uma vez que dois dedos em “V” surgiram de repente na minha cara. Nas tomadas de longe a sensação de profundidade é muito realista.
As gruas permitem que a gente veja os músicos em planos únicos, sem cortes, com grande efeito, especialmente quando Edge está ao piano em “Miss Sarajevo” e sobre a bateria de Larry. O mesmo acontece com Adam Clayton, projetado em nossa direção várias vezes como se a ponta do baixo fosse bater na nossa cara e as imagens de The Edge permitem ver em detalhes como ele trabalha as músicas.
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A maior parte do filme é o show da Argentina. Na parte em que Bono fala os nomes dos países da América Latina, a citação do Brasil merece uma ruidosa gritaria de aprovação, ao contrário do que aconteceu em São Paulo, quando a menção da Argentina provocou uma imensa vaia que deixou o vocalista sem entender nada.
São 84 minutos que passam muito rápido. Oito concertos foram filmados na América Latina com tomadas específicas em cada um: planos médios no México, planos abertos em São Paulo, o show todo em Buenos Aires. E algumas tomadas de platéia na Austrália. O longa usa a tecnologia da empresa 3ality Digital que usa nove pares de câmeras, uma para o olho direito, outra para o olho esquerdo e a montagem permite que o cérebro processe a imagem como faz com qualquer coisa que a gente vê.
U2 3D é o primeiro filme de um show em três dimensões e muitos certamente virão. Me ocorreu logo que ”Shine a light”, dos Rolling Stones, em 3D seria o máximo pelos super closes que Martin Scorsese registrou. Hollywood também está investindo no 3D. “Shrek 4” será neste formato e George Lucas lança em 2009 o primeiro “Guerra nas Estrelas” em 3D e promete um por ano na seqüência. A única coisa que pode retardar a disseminação do 3D é a escassez de salas, só 1.200 no mundo, apenas nove no Brasil (duas no Rio, seis em São Paulo, capital e interior, e uma em Florianópolis e outras a caminho). Em cartaz atualmente, “Viagem ao centro da Terra”, que a crítica do Globo Online, Bianca Kleinpaul, diz que só vale pela experiência em 3D. Em duas dimensões nem pensar.
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O setlist de U2 3D é:
“Vertigo”
“Beautiful day”
“New year’s day”
“Sometimes you can’t make it on your own”
“Love and peace or else”
“Sunday bloody sunday”
“Bullet the blue sky”
“Miss Sarajevo” – Leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos
“Pride (In the name of love)”
“Where the streets have no name”
“One”
Bis
“The fly”
“With or without You”
Nos créditos
“Yahweh”
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P.S. As outras salas são no Market Place, Eldorado e UCI Jardim Sul em São Paulo e no Floripa Shopping em Florianópolis.
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